sábado, 24 de março de 2018

Ação de Reflorestamento

Em 24 de março, foi realizado um plantio de mais de 3 mil mudas de espécies nativas no Parque da Gruta. A ação foi realizada pela Suzano Papel e Celulose, com apoio dos Amigos da Gruta e da Prefeitura de Americana. 

Fotografias: Fábio Ortolano, 2018.











quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Solicitação de responsabilização pela mortalidade do gambá-de-orelha-preta no Parque Natural Municipal da Gruta e providências da Prefeitura Municipal de Americana

Entre dos dias 11 e 13 de dezembro de 2017, moradores do entorno do Parque Natural Municipal da Gruta e membros da Associação Amigos da Gruta, compartilharam em redes sociais (facebook e whatsapp), imagens de gambás atropelados na Rua Índia, logradouro irregular, construindo dentro do Parque para interligar os bairros São Roque e Parque das Nações.
Imagem 1 - gambá-de-orelha-preta (Didelphis aurita) atropelado na Rua Índia em 11/12/2017. Fotografia: Eduardo Coienca/Amigos da Gruta.

Trata-se do gambá-de-orelha-preta (Didelphis aurita), também popularmente conhecido como saruê, uma espécie de mamífero marsupial endêmico na Argentina, Brasil e Paraguai. É muito parecido com o gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris), este encontrado em mais países da América do Sul. Segundo Cáceres (2012), os marsupiais são animais generalistas que vivem em habitats distintos, podendo apresentar comportamento notívago. Em sua dieta, os gambás consomem invertebrados, pássaros, pequenos mamíferos, cobras, lagartos, anfíbios, frutas e cereais, consumindo também lixo quando disponível (Oliveira et al., 2010).
Sabidamente, esses mamíferos têm se reproduzido nas proximidades da Escola Marcelino Tombi, na extremidade sul do Parque. Assim, certamente, para se alimentarem, caminham pelo Parque, à procura de alimentos, tais como as árvores frutíferas e lixos que se acumulam nas bordas.
Por terem hábitos noturnos, se locomovem pela área à noite, o que dificulta sua visualização, aumentando o risco de atropelamento no caso de atravessamento da via.
A morte de mais de um gambá-de-orelha-preta na mesma semana aponta para necessidade de medidas urgentes. Para tanto, enquanto sociedade civil, demandamos que o Poder Público seja responsabilizado pela morte desses animais e que, para tanto, desenvolvam ações compensatórias na área, bem como providências para diminuir o risco de mortalidade.
Convém pontuar que o local de atropelamento trata-se de uma rua irregular que fragmenta o Parque, onde habitualmente o alambrado sede por conta da fragilidade do solo.
Apesar de não serem animais ameaçados de extinção, estudos apontam sua vulnerabilidade em áreas próximas de locais onde há de trânsito de automóveis (Cherem et al., 2007). 

Referência

CÁCERES, Nilton Carlos. (Org). Os Marsupiais do Brasil: Biologia, ecologia e conservação. 2 ed. Editora UFMS, 2012.

CHEREM, Jorge J.; KAMMERS, Marcelo; GHIZONI-JR, Ivo R.; MARTINS, Anderson. Mamíferos de médio e grande porte atropelados em rodovias do Estado de Santa Catarina, sul do Brasil. Revista Biotemas, 20 (3), setembro de 2007.

OLIVEIRA, Márcio L. de et al . Estudo populacional de gambás, Didelphys albiventris (Mammalia, Didelphidae), em um pequeno fragmento florestal. Mastozool. neotrop.,  Mendoza ,  v. 17, n. 1, p. 161-165, jun.  2010 .


Encaminhamento do Ministério Público.